Sou eu!
Sou quando na rua ando e tropeço atrapalhada.
Sou o que não quero,sou o que espero...
sempre sem saber como ser mais do que sou.
Não conheço de tudo o bastante mais do que me sou
só a mim pertenço,sempre tua.
Será tudo bastante o quanto sou...
Nada e tudo
rindo,topando na rua...
caindo e sorrindo...
sempre tua.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Do meio dia.
Consome
Fome
Calo
Arde
Tarde
Parte
Meio
Veio
Foi
Dia
Companhia
Risadaria
Almoço
Lugar
Falar
Mastigar
engolir
discernir
Sabor
Olor
Calor
Fortaleza
Litoral
Quente
Gente
Sol
Ruas
Andar
Voltar
Trabalhar
...
Uma hora.
Fome
Calo
Arde
Tarde
Parte
Meio
Veio
Foi
Dia
Companhia
Risadaria
Almoço
Lugar
Falar
Mastigar
engolir
discernir
Sabor
Olor
Calor
Fortaleza
Litoral
Quente
Gente
Sol
Ruas
Andar
Voltar
Trabalhar
...
Uma hora.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
De Sarar.
Dentro e fora
fora e dentro
sou
Sou e fui
fui e era
nós
E cantando calo
fumando,saro
morrendo,vivo
vivendo sigo
E tudo que falo
é o mesmo canto
canto o inimigo
e tudo, contigo
Sem ti, consigo
de triste sorrindo
de soro ,suar
de sua , sustar.
Sangrenta.
Há uma canção
fúnebre, doce
me acalenta
Há uma sinfonia
desafinada, melódica
e cinzenta
Dentro dos tons
dentro de sons
se esquenta
Antes da noite
antes do açoite
sangrenta
fúnebre, doce
me acalenta
Há uma sinfonia
desafinada, melódica
e cinzenta
Dentro dos tons
dentro de sons
se esquenta
Antes da noite
antes do açoite
sangrenta
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
às 16h
Todos os dias uma alegria me domina de forma alucinante, de modo que meus pés seguem seu caminho e eu apenas sorrio em cada passada.Olho a janela e uma palmeira imperial,dona do meu ar, dona do meu céu,do que vejo,ventila a ardente conspiração do sol com o concreto do apartamento.Às quatro da tarde ,se entrelaçam as suas folhas e os pobres raios que se vão em sombras que cobrem as paredes , que refletem na televisão,refletem a mim.
Ontem era eu amorosa, terna de sentimentos, todos os sentimentos de errar : amor, paixão ,gostar...
Hoje assim ,como todos os dias, sou sorrir, gargalhar, sou a gaitada mais completa,mais irritadiça, mais reprovada.,mas efusiva.Meu riso esconde meu olhar.
Os muitos sons pertencem à minha boca como desde o princípio.Meu pai me disse que sabia que eu seria muito viva ,porque quando nasci, de olhos bem abertos, vi o mundo ao meu redor e não chorei, esboçando apenas um som baixinho e leve, como um balido suspiroso.Mas os olhos, os olhos eram felizes,audazes.
Quisera eu ser tão estrangeira ao ponto de meus olhos não mais me entregarem os anseios e as dores.O meu olho é mais que espelho da alma, são as digitais.São prova criminal dos sonhos, das alegrias, do bom, do ruim.De tudo sempre fui muito culpada.Meus olhos como o sol, ardem de alegria, queimam em tristeza e ficam completamente nublados na solidão,ora mostrando sua graça iluminada, ora não,enevoados, ficam completamente difusos e momentâneos nos eternos,lânguidos ...
Todos os dias, os dias de minha vida,saio no meio da rua alegre e desordenada,seguindo esperanças, seguindo copos, corpos e embriagues.
Todos os dias de minha vida, alegre de mim,fujo da incandescente lâmpada dos céus que o tempo todo teima em revelar o que não quero ver,pois, às quatro da tarde ,se entrelaça aos meus olhos de palmeira seus pobres raios que me mostram em sombras que cobrem meu entendimento, minha harmonia...ao ter refletida na televisão,reflete a mim.
domingo, 18 de setembro de 2011
Daquela ligação.
É certo que sou triste e não confio muito nos meus dias
É certo que sou brilhante, até que se tirem as mãos dos olhos, os anti-reflexos,as máscaras egoístas e preocupadas de ninguém
É certo que ando atordoada e inconstante
que dei meu ultimo beijo neste instante
na boca do que desejo
dormi ao lado de sobejo
fingi amor,mais do que pude.
Sorri pra dentro, calada
amei intensa...desvairada
cumpri a meta...
Confesso que vivi.
...Confesso que bebi!
escrevo bem alcoolizada
vivo bem desnorteada
pois sigo sempre a razão.
...recebi uma ligação!
era o passado livre
o passado forte
...não ! Era solidão!Era engano!
e eu aqui de novo, escrevendo uma canção
em tortos passos, vou ao chão
às raízes e à podridão
Confesso que perdi.
Confesso não querer mais tempo
Já vi tudo de feio
o desamor, sofreguidão
olhos aflitos...
fome, mas não o perdão
Vi as Meninas brincando nas ruas
as vi nuas
vi seus seios, seus corpos, de Meninos ou não
tive pena
tive medo
podia ser eu
...
Poderia ter sido nós.
o primeiro amor
A luz dos olhos meus
poderia ser outra vida
dentro das muitas vidas que desperdicei
Vejo um fio de esperança
e nos braços dele entreguei
do som do violão
do cheiro do contrabaixo
à voz fanha de sapo
aos olhos que nada sabem, nada vêem.
Me entreguei no interior, em alto mar, na praia, na rua, nos carros
me joguei de cabeça na vida
querendo viver
mal sabia eu que viver...nada mais é que aproximar o morrer
até que se fechem as luzes
até que se cubram de amor
os dedos gélidos e sós
de quem um dia sentiu dor.
É certo que sou brilhante, até que se tirem as mãos dos olhos, os anti-reflexos,as máscaras egoístas e preocupadas de ninguém
É certo que ando atordoada e inconstante
que dei meu ultimo beijo neste instante
na boca do que desejo
dormi ao lado de sobejo
fingi amor,mais do que pude.
Sorri pra dentro, calada
amei intensa...desvairada
cumpri a meta...
Confesso que vivi.
...Confesso que bebi!
escrevo bem alcoolizada
vivo bem desnorteada
pois sigo sempre a razão.
...recebi uma ligação!
era o passado livre
o passado forte
...não ! Era solidão!Era engano!
e eu aqui de novo, escrevendo uma canção
em tortos passos, vou ao chão
às raízes e à podridão
Confesso que perdi.
Confesso não querer mais tempo
Já vi tudo de feio
o desamor, sofreguidão
olhos aflitos...
fome, mas não o perdão
Vi as Meninas brincando nas ruas
as vi nuas
vi seus seios, seus corpos, de Meninos ou não
tive pena
tive medo
podia ser eu
...
Poderia ter sido nós.
o primeiro amor
A luz dos olhos meus
poderia ser outra vida
dentro das muitas vidas que desperdicei
Vejo um fio de esperança
e nos braços dele entreguei
do som do violão
do cheiro do contrabaixo
à voz fanha de sapo
aos olhos que nada sabem, nada vêem.
Me entreguei no interior, em alto mar, na praia, na rua, nos carros
me joguei de cabeça na vida
querendo viver
mal sabia eu que viver...nada mais é que aproximar o morrer
até que se fechem as luzes
até que se cubram de amor
os dedos gélidos e sós
de quem um dia sentiu dor.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Sorriso
Delimita um estado de espirito
se perdeu num tempo...que tempo?
se foi!
sorriso de ti
sorriso de mim
sorriso de dois.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Infinito de Dois.
Cale-se o mundo!
Calem-se todos!
Calem-se vidas,calejadas!
Cale-se o tempo...calem-se as trovas!
Os trânsitos, os sânscritos...
meditemos.
Pensemo s...
gritemos!
Dentro do espaço infinito de dois
...sós.
Mas ,mais que tudo
cale-se o mundo.
- AMEMOS!
Calem-se todos!
Calem-se vidas,calejadas!
Cale-se o tempo...calem-se as trovas!
Os trânsitos, os sânscritos...
meditemos.
Pensemo
gritemos!
Dentro do espaço infinito de dois
...sós.
Mas ,mais que tudo
cale-se o mundo.
- AMEMOS!
domingo, 21 de agosto de 2011
Das 00:56.
00:53: -Deu vontade de dançar. Sabe dançar?
00:54:- Apesar de dançar muito nessa vida, não, não sei…
00:54: -Não sabe,né… já tem outro par?
00:54: -Simplesmente acontece, como a chuva.
00:54:- Quem sabe,né… Eu te chamei pra dança das horas. Música contida, mas que ajuda a perder o tempo.
00:54:- E é um perder bom? Ou nem se sente?
00:55: -Perder sem contar. (…) Tô enlouquecendo?
00:55: -Se tá, eu tô junto.
00:56: -Pois dança comigo… são 00:56: 12 passos… 56 compassos
00:56: -São dois pra lá, dois pra cá?
00:56: -Pra onde você quiser rodar. Quer rodar? Só tem um sentido… horário! Vamos rodar até passar mais um minuto?
00:57:- Tô com um monte de música na cabeça… mas não juntam as notas.
00:58: -Nem os passos. Que é que tem? Não tá bom não?
00:58: -Tá. Dá a impressão de ser envolvido por ela como se fosse um mar, ou o vento.
00:58: -É o tempo!
00:59:- O tempo é música?
00:59: -Tempo é dança. As horas são música. E agora estamos dançando a 00:59h — minha preferida.
00:59: -A vida é dança.
00:59: -E eu me lembro da minha primeira dança… O nome dela era Patrícia. Hoje, passa por mim e nem olha.
01:00: -Eu me lembro da última… 2:40h. Mas ele já tinha par. Detesto essa música. Ele pisou no meu pé.
01:00: -Ela era minha vizinha de rua e minha primeira aluna. Eu também detesto essa.
01:00: -2:40h… Puff! Isso lá é música.
01:01:- Nunca tive uma dança romântica depois disso. Eu pisei no pé dela.
01:01:- Pois é… vai ver o defeito é do par que não conhecia a dança da hora que a gente formou…
01:01: -Deve haver outras formas de se dançar. Uma que eu saiba e nem saiba que sei.
01:02: -Eu danço em horas. Olha só… 01:02h.
01:02: -Ou vai ver que eu danço lento demais.
01:02: -Tá ouvindo?
01:02: -No meu relógio, é dia claro.
01:02: -E, no meu, não há sistema solar.
01:02:- Quando é dia claro, é noite.
01:03: -Dance comigo esta última dança.
01:03: -Você conduz. Eu ando meio precisando de guia.
01:03: -Taratrataratrataratrataratrataratra… TIRIIIIIIRIRIRIRIRIR… Errei! Ha ha ha ha!
01:04:- Ha ha ha ha!
01:04: -Acabou a música.
01:04: -E agora, José? A festa acabou, a luz apagou… o povo sumiu.
01:04: -Vou me sentar.
01:04:- A noite esfriou.
01:04:- Ha ha ha ha!
01:05: -Obrigada pela dança.Você foi um ótimo parceiro.
01:05: -Você é duro, José.
01:05:- Ha ha ha ha!
01:05:- Ha ha ha ha!
01:05: -Treinaremos mais vezes. Amanhã?
01:05: -O prazer foi meu, gentil dama.
01:05: -Tomara que a música de amanhã, às 00:56h, seja a mesma de hoje. Até 01:05h.
01:05: -Farei de minha noite um salão para te aguardar.
01:06: -Obrigada pelos rodopios.
01:06:- Piruetaremos mais… Beijo.
01:06: -Até outra dança.
01:06: -Beijo.
Meu amigo Fernando de Sousa.
Obrigada pela dança.
Sensopercepção Afetada.
Queria eu alcançar os pés,com as pontas das mãos
Dançar,rodopiando, sem chamar atenção.
queria eu sentir desejo,sair do chão
ver o beijo dele, no beijo dela e prestar atenção
ver o beijo dele ,no beijo dela e apertar meu coração.
Queria eu ver as coisas bem mais nítidas
enxergar por entre as máscaras
queria eu buscar e achar,sentir mais medo
ver o beijo dele, no beijo dela e sentir inveja
ver o beijo dele, no beijo dela e jogar pedras.
Queria eu ir e não voltar
perder-me na caminhada lenta do amor
queria eu cantar ao ouvido dele com amor
ver o beijo dele, no beijo dela e ela ser eu
ver o beijo dele, no beijo dela e ele ser meu.
Dançar,rodopiando, sem chamar atenção.
queria eu sentir desejo,sair do chão
ver o beijo dele, no beijo dela e prestar atenção
ver o beijo dele ,no beijo dela e apertar meu coração.
Queria eu ver as coisas bem mais nítidas
enxergar por entre as máscaras
queria eu buscar e achar,sentir mais medo
ver o beijo dele, no beijo dela e sentir inveja
ver o beijo dele, no beijo dela e jogar pedras.
Queria eu ir e não voltar
perder-me na caminhada lenta do amor
queria eu cantar ao ouvido dele com amor
ver o beijo dele, no beijo dela e ela ser eu
ver o beijo dele, no beijo dela e ele ser meu.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Do Dono do Bar
Homem a cantar
dono do bar
desafinado
descarado
descontido
Homem travesso
pôs-me um preço
pela noite
pelo dia
pela vida
O Homem mistério
dono da dor
respira o olor
inspira pó
cinzas de si
fica doidão
foge de mim
e me encanta
me tranca, me descobre
me enfurece
Homem menino
homem meu
fico com Dó
deixo-te só
venho depois te resgatar
Homem de lá
homem de cá
homem de vá
homem de tá
Homem de dó
homem de nó
homem de só
homem do pó
...
"vai fazer amor comigo!
vai fazer amor comigo!"
dono do bar
desafinado
descarado
descontido
"vai fazer amor comigo!
vai fazer amor comigo!"
Homem travesso
pôs-me um preço
pela noite
pelo dia
pela vida
"vai fazer amor comigo!
vai fazer amor comigo!"
O Homem mistério
dono da dor
respira o olor
inspira pó
cinzas de si
fica doidão
foge de mim
e me encanta
me tranca, me descobre
me enfurece
Homem menino
homem meu
fico com Dó
deixo-te só
venho depois te resgatar
"vai fazer amor comigo!
vai fazer amor comigo!"
Homem de lá
homem de cá
homem de vá
homem de tá
Homem de dó
homem de nó
homem de só
homem do pó
...
"vai fazer amor comigo!
vai fazer amor comigo!"
domingo, 14 de agosto de 2011
Comendo solidão.
Eu estou envolvida numa bruma de tristeza
sentada à minha mesa
escrevendo solidão.
Palavras soltas, versos em preto e branco
palavras matrizes...cinzas
palavras mudas e sem significação
Palavras projetos...fúteis!
Em silabas torpes
palavras e desalento
palavras mistérios
e negação
Sentadas à minha mesa
comendo solidão
sentada à minha mesa
escrevendo solidão.
Palavras soltas, versos em preto e branco
palavras matrizes...cinzas
palavras mudas e sem significação
Palavras projetos...fúteis!
Em silabas torpes
palavras e desalento
palavras mistérios
e negação
Sentadas à minha mesa
comendo solidão
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Daqui.
É sempre assim
eu só
ele ali
sós de nós
sós de muitos...
Em solicitação
longínquos
feliz na vontade
de ninguém
de nós
de tantos...
Eu canto aqui
ele dali
o beijo
de bocas silenciadas
sem comunicação
distancia
amor...
não sei ...
andança
procuro te encontrar...
nas paginas de mim
te conto
história
vestígios
linguagem
palavras
se vão...
Eu não!
Mais eu,mais tu
mais nós
mais sós
a cada intenção
de nós,não sei
se sei, nem sei
se for...
ele dali
e eu daqui.
eu só
ele ali
sós de nós
sós de muitos...
Em solicitação
longínquos
feliz na vontade
de ninguém
de nós
de tantos...
Eu canto aqui
ele dali
o beijo
de bocas silenciadas
sem comunicação
distancia
amor...
não sei ...
andança
procuro te encontrar...
nas paginas de mim
te conto
história
vestígios
linguagem
palavras
se vão...
Eu não!
Mais eu,mais tu
mais nós
mais sós
a cada intenção
de nós,não sei
se sei, nem sei
se for...
ele dali
e eu daqui.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Pela Janela da Sala
Pela Janela da sala
no balanço da rede
o vento vem me tocar.
Ouço os sinos de vento
ouço tantos momentos
música na minha cabeça.
Pela janela da sala
eu vejo a vida passar
o sol vem me beijar, sinto o que é viver.
Pela janela da sala vejo o céu
o som, o sol
de te querer.
no balanço da rede
o vento vem me tocar.
Ouço os sinos de vento
ouço tantos momentos
música na minha cabeça.
Pela janela da sala
eu vejo a vida passar
o sol vem me beijar, sinto o que é viver.
Pela janela da sala vejo o céu
o som, o sol
de te querer.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Do vício.
Quando eu bebo vodka com guaraná
fumando e jogando ao vento conversas
cinzas de mim mesma,coisas de há tempos
vejo como sou multidão desses tantos sentimentos
coisas asism que não sei explicar
São hibridos dos devaneios com um simples respirar
E quando fico tensa,porque tensão é se inquietar
eu fico sussurando desejos,coisas de se lamentar
Fico perdida no tempo e nas promessas
nas palavras e mais palavras
infinitas palavras de mim.
Quando compulsiva vou me saciar
sei que é só mais uma forma de me matar
assim como todos os meus outros vícios
me levam aos poucos para amar.
fumando e jogando ao vento conversas
cinzas de mim mesma,coisas de há tempos
vejo como sou multidão desses tantos sentimentos
coisas asism que não sei explicar
São hibridos dos devaneios com um simples respirar
E quando fico tensa,porque tensão é se inquietar
eu fico sussurando desejos,coisas de se lamentar
Fico perdida no tempo e nas promessas
nas palavras e mais palavras
infinitas palavras de mim.
Quando compulsiva vou me saciar
sei que é só mais uma forma de me matar
assim como todos os meus outros vícios
me levam aos poucos para amar.
domingo, 24 de julho de 2011
Da Auto-estima.
Chegando cansada despiu-se lentamente, como desembrulhasse um chocolate fino.
Pouco a pouco desceu-lhe nas pernas o vestido esgaçado, fingido de si mesmo,de ombros intolerantes, provocante.
Andou lenta como uma garça rosa e tímida,mas faminta à beira do rio.
Rio de provocaçoes, de desejos..
E sorriu a boca de dentes e língua , levantando uma só sobrancelha.Sempre a direita .
E foi quando mostrou-se completamente inteligente na sua sensualidade pouco contida,mas certamente homeopática.
O Corpo era fartado de curvas, considerado deveras voluptuoso.
Não entendia como as outras descartavam suas oleosidades para se sentirem plenas.
Para ela não.
Somente estar perfumada e sorrindo basta pra ser feliz.
Pouco a pouco desceu-lhe nas pernas o vestido esgaçado, fingido de si mesmo,de ombros intolerantes, provocante.
Andou lenta como uma garça rosa e tímida,mas faminta à beira do rio.
Rio de provocaçoes, de desejos..
E sorriu a boca de dentes e língua , levantando uma só sobrancelha.Sempre a direita .
E foi quando mostrou-se completamente inteligente na sua sensualidade pouco contida,mas certamente homeopática.
O Corpo era fartado de curvas, considerado deveras voluptuoso.
Não entendia como as outras descartavam suas oleosidades para se sentirem plenas.
Para ela não.
Somente estar perfumada e sorrindo basta pra ser feliz.
terça-feira, 19 de julho de 2011
Beirada do tempo.
Senti os pés esfriarem e com a náusea esperada ,saltei no vento, no espaço rumo aos céus.
Vi todo o tipo de alegrias.Vi a minha mãe me ninando depois do jantar,meu irmão correndo assustado com medo de palhaço,meu pai me tirando os medos,meu primeiro beijo,meu último amor...
Vi tudo isso e muito mais!As flores lilases que coloquei no leito de minha avó ,o beijo cálido que dei em sua face gélida,como que o meu beijo cheio de amor e saudade acordasse do momento mórbido àquela voz que enchia minha vida de alegria , enchia a casa de felicidade e o jardim de pureza.
Tudo passou-me à frente dos olhos, como lances de mim, flashes de tudo.Tudo era uma coisa só,era parte de outras partes que coabitavam dentro de algo que esmorecia lentamente , estrebuchando os pés sem chão.Coisas tão pequenas e singelas.
Nada dava lugar à dor,pois esta já de mim se ia.Havia certo prazer em sufocar,em não respirar, em não mais ser.Havia o que eu deixava de ser...eu era alegre.Meus lábios sorriam pro tempo.Ahhh! Tempo...quando eu não vivia nas tuas beiradas!Participastes tanto dos meus anseios,te atropelei tanto.Quando menina, queria ser mocinha.Quando mocinha, já me era essa mulher.Quando mulher, já não havia mais futuro...nem jeito pro passado.Ah,Tempo!É tempo de me ir.
Tudo me foi meticulosamente calculado.Cortei as amarras,uni as pontas que me levariam,apertei os nós.Nó da minha garganta que me cortava a voz, molhava-me os olhos de emoção.Sempre fui chorona.Chorava quando via os pedintes,chorava de solidão,chorava de amor.Eu chorei também de muita felicidade! De ter vivido o amor de minha infância,de ter rompido com desamores,de ter sido lembrada quando não esperava...agora uso o nó da minha garganta em meu favor.
Ergui bem no alto o laço das minhas frustrações e pouco a pouco elas me foram sumindo, ao passo que eu ia subindo no banquinho de madeira.Sabe, eu aprendi a tocar violão nele.Sentei por várias vezes na calçada treinando, calejando os dedos, fumando cigarros,treinando a voz.Minha voz, em pensar que ela agora me falta.
Não escrevi nada antes.Não deixei partículas do meu dessorriso no ar.Queria manter minha alegria,mas ela paira no ar.Ah! Tempo...tempo de voltar!Mas já está feito.
Abri as asas contente.Deus há de me perdoar.Saltei em versos docemente no abismo lunar.Sai do poema, entrei na canção...canção solar.Que coisa eloquente, que jeito mais singelo o de ir sem voltar.Dei adeus a mim mesma ,para a que vai e não para a que fica nos sorrisos, nas fotos, nas filmagens,nas citações, na alegria.
E falarão de mim no passado, contarão meus fatos inusitados.Estarei assim bem mais viva.
Não se vive para si,meus caros,mas para todas as vidas.A vida não nos é pertencente,tão pouco se vê isolada.A vida é corda enrolada de um pescoço pro outro, esperando,uma a uma o momento de saltar,da beirada do tempo.
Vi todo o tipo de alegrias.Vi a minha mãe me ninando depois do jantar,meu irmão correndo assustado com medo de palhaço,meu pai me tirando os medos,meu primeiro beijo,meu último amor...
Vi tudo isso e muito mais!As flores lilases que coloquei no leito de minha avó ,o beijo cálido que dei em sua face gélida,como que o meu beijo cheio de amor e saudade acordasse do momento mórbido àquela voz que enchia minha vida de alegria , enchia a casa de felicidade e o jardim de pureza.
Tudo passou-me à frente dos olhos, como lances de mim, flashes de tudo.Tudo era uma coisa só,era parte de outras partes que coabitavam dentro de algo que esmorecia lentamente , estrebuchando os pés sem chão.Coisas tão pequenas e singelas.
Nada dava lugar à dor,pois esta já de mim se ia.Havia certo prazer em sufocar,em não respirar, em não mais ser.Havia o que eu deixava de ser...eu era alegre.Meus lábios sorriam pro tempo.Ahhh! Tempo...quando eu não vivia nas tuas beiradas!Participastes tanto dos meus anseios,te atropelei tanto.Quando menina, queria ser mocinha.Quando mocinha, já me era essa mulher.Quando mulher, já não havia mais futuro...nem jeito pro passado.Ah,Tempo!É tempo de me ir.
Tudo me foi meticulosamente calculado.Cortei as amarras,uni as pontas que me levariam,apertei os nós.Nó da minha garganta que me cortava a voz, molhava-me os olhos de emoção.Sempre fui chorona.Chorava quando via os pedintes,chorava de solidão,chorava de amor.Eu chorei também de muita felicidade! De ter vivido o amor de minha infância,de ter rompido com desamores,de ter sido lembrada quando não esperava...agora uso o nó da minha garganta em meu favor.
Ergui bem no alto o laço das minhas frustrações e pouco a pouco elas me foram sumindo, ao passo que eu ia subindo no banquinho de madeira.Sabe, eu aprendi a tocar violão nele.Sentei por várias vezes na calçada treinando, calejando os dedos, fumando cigarros,treinando a voz.Minha voz, em pensar que ela agora me falta.
Não escrevi nada antes.Não deixei partículas do meu dessorriso no ar.Queria manter minha alegria,mas ela paira no ar.Ah! Tempo...tempo de voltar!Mas já está feito.
Abri as asas contente.Deus há de me perdoar.Saltei em versos docemente no abismo lunar.Sai do poema, entrei na canção...canção solar.Que coisa eloquente, que jeito mais singelo o de ir sem voltar.Dei adeus a mim mesma ,para a que vai e não para a que fica nos sorrisos, nas fotos, nas filmagens,nas citações, na alegria.
E falarão de mim no passado, contarão meus fatos inusitados.Estarei assim bem mais viva.
Não se vive para si,meus caros,mas para todas as vidas.A vida não nos é pertencente,tão pouco se vê isolada.A vida é corda enrolada de um pescoço pro outro, esperando,uma a uma o momento de saltar,da beirada do tempo.
domingo, 10 de julho de 2011
Gris.
Gosto que no meu peito não tenha nada
que na minha pele eu viva tudo
de deixar sem jeito qualquer sujeito de pau maior que o meu
gosto de deixá-los mudos.
Gosto de passar a ternura da minha indocilidade
Chamo atenção
por efusividade
ou por beijos de libertinagem.
Gosto ,porque nos meus dedos há outros dedos
e todas as minhas palavras são roucas
e cinzas de tanto cigarro
gris de mim .
Meus risos são febris, delirantes e hostis .
Sou um triz
Sou Feliz!
que na minha pele eu viva tudo
de deixar sem jeito qualquer sujeito de pau maior que o meu
gosto de deixá-los mudos.
Gosto de passar a ternura da minha indocilidade
Chamo atenção
por efusividade
ou por beijos de libertinagem.
Gosto ,porque nos meus dedos há outros dedos
e todas as minhas palavras são roucas
e cinzas de tanto cigarro
gris de mim .
Meus risos são febris, delirantes e hostis .
Sou um triz
Sou Feliz!
sábado, 2 de julho de 2011
...E depois,nós.
Já nos entrelaçamos antes.
Minha voz entrou na tua voz
teu violão entrou no meu violão
Nos amamos na canção.
Partiu do desafinado
nasceu a canção inteira
gestos e gestos...sons
sons e sons...nós
Partiu do inesperado
do desejo solicitado
de uma letra tão sem melodia
de um coração quebrado
Partiu do desencontro
dos graves e agudos
das bocas...
das pernas...
E entrelaçamo-nos por segundo
por terceiros...
dentro da noite vaga,gelo
dentro em mim, ele inteiro.
Tivemos sorte no soar
tivemos um bom casar de vozes
no pulsar de sensações
na desastrada sinfonia
Da vida.
Minha voz entrou na tua voz
teu violão entrou no meu violão
Nos amamos na canção.
Partiu do desafinado
nasceu a canção inteira
gestos e gestos...sons
sons e sons...nós
Partiu do inesperado
do desejo solicitado
de uma letra tão sem melodia
de um coração quebrado
Partiu do desencontro
dos graves e agudos
das bocas...
das pernas...
E entrelaçamo-nos por segundo
por terceiros...
dentro da noite vaga,gelo
dentro em mim, ele inteiro.
Tivemos sorte no soar
tivemos um bom casar de vozes
no pulsar de sensações
na desastrada sinfonia
Da vida.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Éden
Um anjo vestido de festa
beijou me a testa,me fez voar
Anjo!
Cantou ao meu ouvido
despiu-se desinibido
de suas vestes musicais
Querubim intempestivo
face de outra face
mãos ...e várias mãos
que cobrem meu corpo mortal
que cobrem meu rosto como o de uma deusa
Deusa sou ,sou tua
repleta de sentimentos
meu canto é teu canto
Alado de sonhos
permito-me voar
em teus solfejos
teu ritmo
teu falar.
Anjo!
Diga-me nada de verdades
diga-me libertinagens
cante-me medos
tolha-me os gestos
me deixe sem meios
Anjo!
Roce-me a nuca
Coma de minha fruta
Sem fome saciar.
beijou me a testa,me fez voar
Anjo!
Cantou ao meu ouvido
despiu-se desinibido
de suas vestes musicais
Querubim intempestivo
face de outra face
mãos ...e várias mãos
que cobrem meu corpo mortal
que cobrem meu rosto como o de uma deusa
Deusa sou ,sou tua
repleta de sentimentos
meu canto é teu canto
Alado de sonhos
permito-me voar
em teus solfejos
teu ritmo
teu falar.
Anjo!
Diga-me nada de verdades
diga-me libertinagens
cante-me medos
tolha-me os gestos
me deixe sem meios
Anjo!
Roce-me a nuca
Coma de minha fruta
Sem fome saciar.
sábado, 11 de junho de 2011
Dos Seis Meses.
Sorrir...sorrir!
até tudo parecer completo
Sonhar...sonhar!
até florir todo o teto
Chorar...chorar!
às vezes é freio
Cantar...cantar!
até perder os receios
Curar...curar!
quando não houver mais meio
Gritar...gritar!
porque me calam as angústias
Brincar...brincar!
Ser criança é tão ligeiro.
Buscar ...Buscar!
até onde não se acha
Perder...perder!
é ganhar do avesso
Voar...voar!
de pés no chão é mais seguro
Amar...amar!
Até onde for preciso
E Sorrir...
sorrir...
sorrir!
até tudo parecer completo
Sonhar...sonhar!
até florir todo o teto
Chorar...chorar!
às vezes é freio
Cantar...cantar!
até perder os receios
Curar...curar!
quando não houver mais meio
Gritar...gritar!
porque me calam as angústias
Brincar...brincar!
Ser criança é tão ligeiro.
Buscar ...Buscar!
até onde não se acha
Perder...perder!
é ganhar do avesso
Voar...voar!
de pés no chão é mais seguro
Amar...amar!
Até onde for preciso
E Sorrir...
sorrir...
sorrir!
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Hoje
Da ilusão ao entendimento.
Meus olhos nos dias de outrora
perdidos
em festa
brilhavam ouro
através das lágrimas.
A boca sedenta
de sabores
exóticos
intensos
cuspia fel,bebia vento.
Hoje ,livre
vi-me longe
dos abismos
meus pés
bem tocam o chão
A boca...
essa minha ,
prova arco-íris
e bolas de sabão.
Testemunha
alegria!
Busco
o infinito
de modo a me ser
achando imensidão
em mim mesmo.
Futuros
progressão
imperfeita vontade
do destino
enquanto me posso, me vou indo.
É pelo pouco que se vê
e me vi ,pois bem
sorrindo.
Só se enxerga bem
pra dentro.
Meus olhos nos dias de outrora
perdidos
em festa
brilhavam ouro
através das lágrimas.
A boca sedenta
de sabores
exóticos
intensos
cuspia fel,bebia vento.
Hoje ,livre
vi-me longe
dos abismos
meus pés
bem tocam o chão
A boca...
essa minha ,
prova arco-íris
e bolas de sabão.
Testemunha
alegria!
Busco
o infinito
de modo a me ser
achando imensidão
em mim mesmo.
Futuros
progressão
imperfeita vontade
do destino
enquanto me posso, me vou indo.
É pelo pouco que se vê
e me vi ,pois bem
sorrindo.
Só se enxerga bem
pra dentro.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Enquanto eu ia.
De pouco em pouco não se chega a muito.
Deixa eu buscar unicamente o muito e gastá-lo aos poucos.
Deixa eu buscar unicamente o muito e gastá-lo aos poucos.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Outro Selo!!!
Tô por fora do meu Blog há algum tempo e ao acessá-lo hoje recebi esse selo belíssimo de Campos-Henrique .
e agradeço muitissimo pela indicação.
Pelo visto,ao receber o selo devo repassar para 15 outros blogs,indicar minha postagem para esclarecimentos ,comunicar os 15 escolhidos com um comentário em seus blogs e, por fim, incluir no meu post 7 coisas sobre você.
7 coisas sobre mim:
1- Acredito em Deus acima de todas as coisas.
2- Ando de ônibus e por incrível que pareça, até gosto disso.
3-Eu presto atenção em tudo ao meu redor
4- Tenho hoje muitos quilos a mais do que deveria e isso não me estimula a ser infeliz.Sou gostosa assim mesmo.
5- Eu canto , escrevo e um dia lecionarei lingua portuguesa. Logo sou lisa.
6- Tenho desejo por viver incontrolável.
7- Sou livre, apaixonada e completamente LOUCA. E isso me tem sido bom!
15 Blogs que indico:
O Silêncio entre as Palavras
Com Verso e Prosa
A Suindara
Bem-Casada !
Kuzas e más Kuzas
Pacheco-Figueiredo
Vida Íntima de Clarice
Coletivo Café com Gelo
De Retalhos
Folha do Bosque
Viver, Sorrir e Amar
Lucas Fernandes-Contador de vidas
Vida Rabiscada
Vozes
Asno de Penas
Música Para Todos Os Momentos
Des sourires et des larmes
e agradeço muitissimo pela indicação.
Pelo visto,ao receber o selo devo repassar para 15 outros blogs,indicar minha postagem para esclarecimentos ,comunicar os 15 escolhidos com um comentário em seus blogs e, por fim, incluir no meu post 7 coisas sobre você.
7 coisas sobre mim:
1- Acredito em Deus acima de todas as coisas.
2- Ando de ônibus e por incrível que pareça, até gosto disso.
3-Eu presto atenção em tudo ao meu redor
4- Tenho hoje muitos quilos a mais do que deveria e isso não me estimula a ser infeliz.Sou gostosa assim mesmo.
5- Eu canto , escrevo e um dia lecionarei lingua portuguesa. Logo sou lisa.
6- Tenho desejo por viver incontrolável.
7- Sou livre, apaixonada e completamente LOUCA. E isso me tem sido bom!
15 Blogs que indico:
O Silêncio entre as Palavras
Com Verso e Prosa
A Suindara
Bem-Casada !
Kuzas e más Kuzas
Pacheco-Figueiredo
Vida Íntima de Clarice
Coletivo Café com Gelo
De Retalhos
Folha do Bosque
Viver, Sorrir e Amar
Lucas Fernandes-Contador de vidas
Vida Rabiscada
Vozes
Asno de Penas
Música Para Todos Os Momentos
Des sourires et des larmes
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Dara

Carente...tão carente!
Tonto em estar ,triste em se dar
Breve traiçoeiro
Tênue...
Cansado, abatido de tantas mudanças de moradas
Ele é meu e me descrê
Me pune e mesmo assim me guia.
Esse algo late compulsivo
como uma cadela preta e branca
de lacinhos cor-de-rosa
aquela minha mesma que se foi
e que ouvia grunir nas noites,apegada,chateada
fazendo barulhos de insônia na madrugada
e que na manhã seguinte, só esperava me ver sorrir
e esquecida se peneirava ,procurando aconchego
Isso é mim a partida, a verdade
tudo por causa do amor
da saudade...
por causa dos biscoitinhos em formato de osso
da dedicação diária
daquela que não pude ter na total irresponsabilidade
e que se vai de mim e do mundo...
preta e branca e de lacinhos cor-de-rosa.
Minha Darinha que se foi...
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Frangalhos Poéticos
A poesia adulta
Quero uma poesia desajeitada, livre de si e dos outros... cheia de vãos.
uma poesia dessas dificultadas, dessas sem vez...
uma palavra escrita por mês.
Quero uma poesia que sangre, que sorria,que viva!
que seja feia de tão bela
que não seja esta, ou seja aquela,mas que se seja.
incomparável às outras, transfigurada e pouco tímida
isenta de defensores , de culpas, de acusações
porque esta será a minha poesia limpa
sendo ela menina se tornando mulher
porque tudo nessa vida tem que crescer
cresça então ela em mim
Cresça a quem lê .
Quero uma poesia desajeitada, livre de si e dos outros... cheia de vãos.
uma poesia dessas dificultadas, dessas sem vez...
uma palavra escrita por mês.
Quero uma poesia que sangre, que sorria,que viva!
que seja feia de tão bela
que não seja esta, ou seja aquela,mas que se seja.
incomparável às outras, transfigurada e pouco tímida
isenta de defensores , de culpas, de acusações
porque esta será a minha poesia limpa
sendo ela menina se tornando mulher
porque tudo nessa vida tem que crescer
cresça então ela em mim
Cresça a quem lê .
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
A Bela é a Fera
Conto de Fadas Urbano
Por ousar ser, era
e com muita calma, fera
E de tão vazia ,repleta
e em na sua ira, quieta
Por tanto vinho, senta
seu coração de gelo, me esquenta
E sua palidez ,me enrubesce
meu amor sobe, enquanto sua mão desce
Dois no chão a rolar
quatro pernas a se fartar
Seu olhar ,ora dentro, ora fora...em mim
Gritos, gestos e sutilezas ,por fim
Doze badalos vão revelar
Em sua carruagem vai deslanchar
de sua aventura carnal
E não haverá nenhum mal
não me deixa nome ,nem sapato de cristal
não forja certezas de que foi especial
Adeus apenas, com acenos de levezas
hoje assim são as princesas.
Por ousar ser, era
e com muita calma, fera
E de tão vazia ,repleta
e em na sua ira, quieta
Por tanto vinho, senta
seu coração de gelo, me esquenta
E sua palidez ,me enrubesce
meu amor sobe, enquanto sua mão desce
Dois no chão a rolar
quatro pernas a se fartar
Seu olhar ,ora dentro, ora fora...em mim
Gritos, gestos e sutilezas ,por fim
Doze badalos vão revelar
Em sua carruagem vai deslanchar
de sua aventura carnal
E não haverá nenhum mal
não me deixa nome ,nem sapato de cristal
não forja certezas de que foi especial
Adeus apenas, com acenos de levezas
hoje assim são as princesas.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Pangéia
Frente aos dois espelhos ,o frontal e o posterior
Linda!Desgrenhada, ombros largos, desmantelo.
Esboçando sorrisos de pensar.Tantos planos...
Escolhe então o seu dever : Vive!
Quase enganou-se.Quase converteu-se novamente ao duro pesar do mundo inteiro.
Mundo inteiro de si mesma
e de nada, pois jamais houve sequer uma causa para se rebelar,de sempre ali contida.
Aproximou-se do vento, que tocou-lhe o coque, cortou-lhe as ligas e rasgou suas meias
soprou em seu ouvido ,beijando-a com libertinagem
despindo desejos à meia luz de um planeta azul
ao som da canção solar,lenta...
E então por tempestades, terremotos e erupções
Milhões de anos se passaram entre ela e uma outra
Em abismos sem fim , fora acidentada
Até que ela voltou para sua casa.
O novo dia nasceu e ,sendo não mais ela,tornou-se parte da mesma sendo outra
e esta outra sendo ela , era Tudo
E este tudo sendo livre, era plano
e este plano,agora, era frontal e posterior.
Linda!Desgrenhada, ombros largos, desmantelo.
Esboçando sorrisos de pensar.Tantos planos...
Escolhe então o seu dever : Vive!
Quase enganou-se.Quase converteu-se novamente ao duro pesar do mundo inteiro.
Mundo inteiro de si mesma
e de nada, pois jamais houve sequer uma causa para se rebelar,de sempre ali contida.
Aproximou-se do vento, que tocou-lhe o coque, cortou-lhe as ligas e rasgou suas meias
soprou em seu ouvido ,beijando-a com libertinagem
despindo desejos à meia luz de um planeta azul
ao som da canção solar,lenta...
E então por tempestades, terremotos e erupções
Milhões de anos se passaram entre ela e uma outra
Em abismos sem fim , fora acidentada
Até que ela voltou para sua casa.
O novo dia nasceu e ,sendo não mais ela,tornou-se parte da mesma sendo outra
e esta outra sendo ela , era Tudo
E este tudo sendo livre, era plano
e este plano,agora, era frontal e posterior.
Selo de Qualidade .
Segundo meu Amigo Fernando Sousa, brilhante mestre das palvras do blog http://osilencioentreaspalavras.blogspot.com/
Eu mereci junto de outros brilhantes escritores na sua opnião, este selo Fabuloso.
Espero que ele fique lindo no meu Bazarzinho simplório.
Seguinte...parece que eu tenho que indicar uma galera de blog bacana e responder uns "disparates"ai,heheheh!Isso é parte da regra deste belíssimo selo (ainda passada! ) .Quem receber, por favor faça o mesmo que estou fazendo.Então eu vou logo fazer isso.
Essa é a minha Negrada gente:
1ª regra do selo: AS INDICAÇÕES.
O Silêncio entre as Palavras
Com Verso e Prosa
A Suindara
Bem-Casada !
Kuzas e más Kuzas
Pacheco-Figueiredo
Vida Íntima de Clarice
Coletivo Café com Gelo
De Retalhos
Folha do Bosque
Viver, Sorrir e Amar
Lucas Fernandes-Contador de vidas
Vida Rabiscada
Vozes
Asno de Penas
Música Para Todos Os Momentos
Des sourires et des larmes
2ª regra do selo: O QUESTIONÁRIO
Nome: Luiza Carolina.Dê que?Num sei!...É só chamar de Carola, que eu vou.
Uma música:Sound Of Silence - Simon & Garfunkel
Humor:Essa eu sei: Amor! Não?! Então Rí Mesmo assim!
Uma cor: Rosa!...Quando não for verde, azul,vermelho,violeta,Lalaunnnnja...
Uma estação:Que me permita dormir com chuva ,mas aquecida e com sol,mas refrescada ( coisa que em Fortaleza não tem! )
Como prefere viajar : Hoje? De pés no chão e com asas extras.
Seriado: Sex And The City .
Frase/palavra mais dita: "Believe me! "
O que achou do selo:Um negocinho Bacana!
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
domingo, 16 de janeiro de 2011
Felicidade é vento.
Sempre que o vento me toca,sempre mesmo,eu sinto essa imensa vontade de correr pra ele,de buscá-lo com toda velocidade,de acompanhar seus trajetos por entre as folhas da Mangueira do bosque.
Deve ser assim a minha felicidade.
Não a toco,não a vejo.Só ouço o tilintar do vento nas folhas ,pra lá e pra cá...da frondosa árvore que cultivo no peito e que lentamente me refresca os desejos ,deixando cair meus frutos agridoces de sentimentos que quebram alguns de meus galhos.
Felicidade que deixo nos lugares que vou,nas risadas que causo pelo modo de falar,mas que me foge sempre.Não é minha.
Felicidade bem singela ,essa bem doida que toca meu rosto,toca meu corpo,levanta-me o vestido,me despe divertida e espanta a fumaça preocupada do cigarro,do futuro.
Deve ser assim a minha felicidade.
Não a toco,não a vejo.Só ouço o tilintar do vento nas folhas ,pra lá e pra cá...da frondosa árvore que cultivo no peito e que lentamente me refresca os desejos ,deixando cair meus frutos agridoces de sentimentos que quebram alguns de meus galhos.
Felicidade que deixo nos lugares que vou,nas risadas que causo pelo modo de falar,mas que me foge sempre.Não é minha.
Felicidade bem singela ,essa bem doida que toca meu rosto,toca meu corpo,levanta-me o vestido,me despe divertida e espanta a fumaça preocupada do cigarro,do futuro.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Da Bailarina.
Turbinada!
Lança idéias pro alto na esperança de sucesso e riqueza
Baila sete sons em tantos passos,piruetas e gestinhos de amar
Pula tão linda, salta no universo das tantas moradas
navega em si mesma,não cansa.
Cinge segredos no olhar rasgado e na boca incontida canta passados,sorri e afugenta os olhares indesejados
Linda!Cabelos acetinados , dedos serigráficos e alma de música.
Equilibrista emocional ,circense sem igual...Transfigurada para menina real
Mas ela não me engana,comigo não há surpresas.
Fala de trovão, casca de machão
Poupam sua princesa.
Lança idéias pro alto na esperança de sucesso e riqueza
Baila sete sons em tantos passos,piruetas e gestinhos de amar
Pula tão linda, salta no universo das tantas moradas
navega em si mesma,não cansa.
Cinge segredos no olhar rasgado e na boca incontida canta passados,sorri e afugenta os olhares indesejados
Linda!Cabelos acetinados , dedos serigráficos e alma de música.
Equilibrista emocional ,circense sem igual...Transfigurada para menina real
Mas ela não me engana,comigo não há surpresas.
Fala de trovão, casca de machão
Poupam sua princesa.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Desabafo na Estação Horizonte.
Sentada à beira da praia,dia ultimo do ano ,muito a se pensar...pouco a se pensar...
Dias foram,dias virão ... como nuvens do céu,sempre em outros formatos : de coelho , de caminhão,de anjos...mas sempre nuvens.
No horizonte, o derradeiro dia se vai num trem nubiloso sobre os trilhos de pedras ,de corais do mar ,vai lento.Corro para acenar aos dias de ventos,dias de chuva,aos dias de sol.Corro!E nem mesmo penso.Apenas vejo no fumaceiro desses dias um passageiro triste e multilado pelo Dois Mil e Dez. Foi mais um "Eu "que se foi.
Me despeço sem mágoas e sacudo o lenço tênue e esgaçado de tanto "Adeus !",de tantos outros anos que se foram ,até dos que não deviam ter ido.O guardo desde os meus dias de criança,quando os dentes da frente me faltavam e sorrir para a fotografia em meio aos fogos e ao calor do vestido de pasta americana parecia ser imorredouro.Era bonito.
Foram tantas difíceis despedidas que na estação de minha vida ,do pouco que me é recordado ,sempre chorei minhas despedidas.Mas dessa vez não...
E agora lá se vai no tempo a todo vapor .
-Todos os dias à bordo ! Indo caminho ao passado com passagem de apenas ida !
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